Há uma cidade no interior da Turquia onde o ar cheira a rosa.
Chama-se Isparta — e os turcos a chamam de Gül Şehri, a Cidade das Rosas. Encravada nas montanhas do Mediterrâneo, a mais de mil metros de altitude, Isparta produz a Rosa Damascena mais preciosa do mundo.
São campos que se estendem até onde os olhos alcançam, e que em maio e junho se cobrem de uma cor rosa tão intensa que parece irreal. Não à toa, é de Isparta que saem os ingredientes para os perfumes das maiores casas de moda europeias — e é de lá que vêm as pétalas deste chá.
Mas a história entre os turcos e a rosa vai muito além do perfume.
No Império Otomano, a rosa era considerada sagrada. Por decreto dos Sultões — entre eles o poderoso Sultão Murád III e depois o Sultão Abdülhamid II — as rosas eram cultivadas obrigatoriamente nos jardins imperiais do Palácio de Topkapi e distribuídas por todo o território do Império.
A água de rosas era oferecida aos convidados como o mais nobre dos presentes. O şerbet de rosas — uma bebida floral adocicada — era servido nas câmaras do harém imperial, entre as mais poderosas mulheres do mundo otomano. A rosa não era enfeite: era símbolo de beleza, de amor e de hospitalidade — os três pilares da cultura turca.
O Gül Çayı, o chá de rosas turco, nasce diretamente dessa tradição. É a forma mais delicada de carregar séculos de história dentro de uma xícara. Aromático, suave, com aquele sabor floral que aquece sem pesar — é o chá que os turcos tomam quando querem desacelerar o mundo e simplesmente estar presentes.
O Aşk Çayı — literalmente, o Chá do Amor — é um blend natural de pétalas e ervas importado diretamente da Turquia. Sem cafeína. Sem conservantes. Sem corantes. Apenas o que a natureza e séculos de tradição souberam fazer melhor.
Quente, em uma xícara tulipa de vidro, enquanto o vapor sobe em espiral e o aroma de rosas toma conta do ambiente — é assim que os turcos recebem quem amam.
Agora você pode fazer o mesmo.
Da terra das rosas de Isparta para a sua mesa.