Nos kahvehane — as casas de café que nasceram em Istambul no século XVI e se espalharam pelo mundo antes de qualquer café europeu existir — o café turco era mais do que uma bebida. Era o pretexto. Para a conversa que não podia esperar, para o silêncio compartilhado entre duas pessoas que não precisavam de palavras, para o ritual que transformava qualquer momento em um momento digno de atenção.
O segredo sempre esteve na moagem. O café turco é moído no ponto mais fino que existe — mais fino que qualquer espresso, mais fino que qualquer método ocidental conhece. É essa finura que cria a espuma característica ao ser preparado no cezve, que forma o barro sedoso no fundo da xícara, que entrega o sabor com uma intensidade que nenhum outro método consegue replicar.
A este café, foi acrescentada a avelã torrada — e o resultado é uma combinação que os mestres kahveci de Istambul entenderiam de imediato: a avelã não suaviza o café, não o dilui, não o adoça. Ela o completa. O amargor profundo do café encontra as notas quentes, cremosas e levemente adocicadas da avelã, e o que emerge é uma xícara com camadas — intensa no primeiro contato, suave no desenvolvimento, longa e reconfortante no final.
A lata decorativa com tassel dourado preserva o aroma e protege a moagem fina da umidade — essencial para um café que, uma vez aberto, precisa ser guardado com o mesmo cuidado com que foi preparado. E transforma o produto em um presente à altura do que ele contém.
Prepare no cezve com água fria, leve ao fogo baixo sem deixar ferver, sirva com cuidado para preservar a espuma. Beba devagar. É o único ritmo que este café aceita.
Importado e selecionado com cuidado pela Tenda Turca, diretamente da Turquia para o Brasil.